Quanto dá para pegar no empréstimo pela carteira de trabalho
Quem ganha R$ 3.000 de salário bruto paga R$ 248,60 de INSS e nada de imposto de renda em 2026. Sobram R$ 2.751,40 de remuneração disponível, e 35% disso dá R$ 962,99: é a maior parcela que o Crédito do Trabalhador aceita descontar em folha. No salário mínimo de 2026, a margem é R$ 524,80. Os 35% não são do bruto, como muita calculadora faz: a Portaria MTE 435/2025 manda tirar antes o INSS, o IR e os outros descontos obrigatórios, como a pensão alimentícia.
Com R$ 962,99 por mês em 24 parcelas, caem na conta R$ 14.572,69 à taxa média do Banco Central (3,79% ao mês, agosto de 2026). Com a garantia do FGTS, a taxa vai a no máximo 1,99% ao mês, e a mesma parcela compra R$ 17.727,02: R$ 3.154,32 a mais, só pela taxa.
R$ 10.000 em 24 vezes custam R$ 660,82 por mês na taxa média, R$ 15.859,64 no total. No teto com garantia, R$ 543,23 por mês e R$ 13.037,59 no total. O IOF de R$ 295,63 entra no contrato e também paga juros, por isso o custo efetivo total (4,07% ao mês) fica acima da taxa anunciada.